Compromisso sem trava é cartaz na parede
Sete compromissos governam como a Dialoga pergunta, mede e reporta. Cada um deles existe com uma trava no código que o sustenta, porque método que depende de disciplina de quem usa não é método, é intenção.
Por que o ofício clássico de pesquisa não se aplica inteiro aqui
O instrumento deixou de ser formulário e virou conversa, respondida por quem tem vínculo de emprego e depende de anonimato para ser honesto. Três diferenças mudam tudo o que vem depois.
O entrevistador é auditável
Numa entrevista humana, a neutralidade é treinada e nunca verificada. Aqui ela é código, e cada conversa fica registrada. É o único instrumento de escuta em que se pode medir se o entrevistador induziu a resposta.
A régua é aplicada pelo sistema
O colaborador nunca vê escala. Isso elimina a variação de estilo de resposta entre pessoas, e cria em troca uma obrigação: versionar a calibração do modelo, porque aqui o modelo é parte do instrumento.
O anonimato é condição, não recurso
Ele proíbe o retorno individual que o ofício clássico de pesquisa prescreve, e obriga o ciclo a fechar no tema. Não é uma configuração que alguém pode desligar.
Os sete compromissos
Clique para ver o que cada um significa na prática.
Auditamos o nosso próprio instrumento e achamos catorze problemas
Em agosto de 2026 submetemos a plataforma a uma auditoria de metodologia de pesquisa. Ela encontrou catorze problemas, e todos foram corrigidos. Publicamos porque um método que nunca errou não foi examinado de perto.
Existiam dois NPS, e o painel mostrava o pior
Um número chamado NPS era calculado sobre a nota de satisfação por tópico. Não era a pergunta do NPS, a unidade de análise estava trocada (quem falava de seis temas entrava seis vezes) e não havia distribuição. Virou índice de satisfação por tema, com o nome que descreve o que é.
O eNPS ficava no fim da conversa, que é a pior posição
Pelo efeito parte-todo, uma pergunta geral colocada depois de itens específicos chega contaminada pelo que acabou de ser evocado. Foi movido para logo após a abertura, e o agente é proibido de repeti-lo no fim.
Média sem distribuição, em todo lugar
Consenso morno e time dividido entre extremos produzem a mesma média e pedem ações opostas. A distribuição passou a acompanhar o número.
Recorte frágil aparecia com a mesma autoridade dos demais
Existem duas razões independentes para exigir número mínimo de respondentes, e elas pedem coisas opostas: anonimato protege a pessoa e por isso oculta; margem de erro protege a conclusão e por isso rotula. Ocultar por fragilidade estatística removeria sistematicamente turnos noturnos e unidades periféricas.
A auditoria completa, com os catorze achados, está registrada na documentação técnica do produto e disponível sob solicitação.
O que o relatório de risco contém
- Inventário por fator de risco e por área
- Severidade calculada, com a metodologia impressa junto do número
- Série histórica entre ciclos, preservando a versão do instrumento
- Medidas do plano de ação vinculadas ao fator que as originou
- Recortes suprimidos por anonimato aparecem declarados, com o motivo
Sinal grave não espera o ciclo
Quando a conversa traz menção explícita a risco grave, o sistema marca e avisa a liderança imediatamente, no canal que a empresa configurou. Não espera o fim do ciclo nem depende de alguém abrir o painel.
O método tem versão, e ela é impressa
Cada ciclo registra qual versão do método o gerou. É o que permite dizer com segurança o que é comparável entre dois períodos, e o que não é.
Método é o que se pode conferir
Converse com a Laura por alguns minutos e veja o instrumento funcionando. É a forma mais direta de avaliar se ele resiste ao seu escrutínio.